Uma mulher de 49 anos vai a julgamento no Tribunal de São João Novo, no Porto, acusada de dois crimes de violência doméstica na forma agravada contra o filho de 12 anos e o ex-companheiro.
A acusação descreve que a arguida obrigava o filho a tomar banho em sal e vinagre, só o deixava vestir roupa cinzenta e chegou a agredi-lo com ferros da lareira. Além disso, era impedido de beber água, passava fome e, em algumas ocasiões, foi forçado a ingerir substâncias não identificadas.
O processo indica que, em 2019, a mãe alegou sentir “presenças” em casa e obrigou o menino a ingerir uma pasta cor-de-rosa. O menor fugiu e foi viver com o pai, mas nos fins de semana que passava com a mãe continuava a ser alvo de maus-tratos, alimentando-se apenas de pão com fiambre e leite.
Em 2022, o tribunal determinou que a criança só estaria com a mãe se assim o desejasse. No entanto, a mulher perseguiu o filho e o ex-companheiro, chegando a colocar cartazes com as fotografias dos dois perto da escola e da casa do pai. Quando este tentou retirar os cartazes, foi agredido a murro pela arguida.
O Ministério Público refere que a mulher desenvolveu um comportamento psicótico paranoide e pede a condenação para que seja submetida a tratamento psiquiátrico. Os maus-tratos prolongaram-se até 2024, criando na vítima sentimentos de medo, instabilidade, vergonha e ansiedade.
