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“Uma testemunha relatou que um homem, cuja investigação mostrou ser de origem suíça (…) entrou neste autocarro com sacos nas mãos. A certa altura, pulverizou-se com um produto inflamável e incendiou-o”, disse o procurador do cantão, Raphael Bourquin, numa conferência de imprensa em Granges-Paccot, perto de Friburgo.
O incêndio, que começou no final da tarde de terça-feira num autocarro regional de transporte em Kerzers, causou pelo menos seis mortos e cinco feridos, dois deles com gravidade, indicou a polícia cantonal.
“No que diz respeito aos motivos, não há absolutamente nenhum elemento que sugira que possa ser um ato terrorista”, indicou Bourquin.
A família do alegado autor, um homem de 60 anos residente em Berna, tinha “anunciado o seu desaparecimento” e “os elementos atuais da investigação descrevem-no como uma pessoa marginal e perturbada”, acrescentou o procurador.
O Governo português expressou “profundo pesar pelo trágico acidente de autocarro” em Kerzers, na Suíça, e transmitiu condolências às famílias das vítimas.
O acidente ocorreu num “autocarro postal”, um serviço de transporte público icónico no país, que liga localidades rurais e montanhosas, tradicionalmente reconhecido pela cor amarela, pontualidade e buzina de três tons.
